A Revista Palumbo será muito mais do que uma publicação impressa. E desconfie, amigo leitor, de qualquer lançamento do gênero nestes tempos de informação em tempo real. Qual o louco se aventura em um mercado tendenciosamente em baixa ou certamente de pouco lucro? Cabe análises mais profundas em situações do tipo.
Os cinco editores da Palumbo têm projetos mais ambiciosos. A revista talvez seja o carro-chefe. Pode ser. Mas há a intenção de promover seminários, eventos culturais e editoração de livros (já há três no prelo, de autoria do falecido Moacir de Góes). Tudo isso sob a parceria com a iniciativa privada e o poder público.
Para essa gama de atividades, nada mais eficiente do que os cinco envolvidos no projeto: Albimar Furtado, Dácio Galvão, Osair Vasconcelos, Afonso Laurentino e Tarcísio Gurgel. Uma mostra do que virá pode ser vista na noite de lançamento, nesta sexta-feira no auditório da Fiern, a partir das 18h.
Na noite haverá concerto de Paulo Moura e banda, com participação de Gereba e lançamento de dois CDs importantíssimos: K-Ximbinho Sanfonado e K-Ximbinho Duetos. Os CDs saem pela Nação Potiguar, capitaneada por Dácio. A noite contará ainda com a participação dos músicos Carlos Zens, Chico Beethoven, Zé Hilton e Jubileu Filho.
Entre os colaboradores desta primeira edição estão os jornalistas François Silvestre e Rubens Lemos Filho, e o tradutor Chico Moreira Guedes. Haverá também algumas páginas dedicadas a um dos grandes juristas brasileiros. Não me recordo o nome. Um nome também incluso como colaborador promete polêmica. Não posso revelar. Não é daqui e faz das suas letras algumas alquimias.
Até sexta pra quem for.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
PEC dos jornalistas aprovada
Em votação simbólica ocorrida na manhã desta quarta-feira a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09. A FENAJ prossegue com a vigília nacional em defesa da profissão de jornalista e pela aprovação da matéria, agora na CCJC do Senado. A votação na CCJC da Câmara ocorreu através do voto das lideranças das bancadas com presença na Comissão. O único voto contrário foi da bancada do PSDB. A votação é um atestado da constitucionalidade da exigência do diploma e uma garantia de que não existe conflito entre a regulamentação profissional dos jornalistas e o direito à livre expressão, como explica o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade.
Do bondinho à geração paz e amor
Pena as fotos pertencerem a um formato impublicável no blogspot. O material é muito bacana. Quatro imagens estão na edição de hoje do DN. O livro parece muitíssimo interessante.
Natal foi radiografada desde a sua época preto e branco, de cenários ainda mais provincianos, até o colorido psicodélico da década de 70. E nesse carrossel do tempo estão os primeiros bondinhos, o ensaio revolucionário com a Intentona Comunista de 1935, a invasão americana durante a 2ª Grande Guerra, até a fase pop-indignada do yeah, yeah, yeah, provocada pela beatlemania e toda uma mudança de comportamento juvenil, desafogada na geração paz e amor. Esse percurso de seis décadas foi transferido em palavras e fotografias no livro Dos Bondes ao Hippie Drive-In (Editora UFRN, 500 pág, R$ 40). O lançamento será às 19h desta quinta-feira, no Clube de Engenharia (Rádio Amador), no Tirol.
Os irmãos-autores – Carlos e Fred Rossiter – percorreram o período de 1915 até 1975 pelas vivências, recordações e registros documentais e fotográfico do pai João Sizenando Pereira Filho, que morreu com quase um século de vida. O resto partiu do mergulho nas lembranças adolescentes dos irmãos nas revolucionárias décadas de 60 e 70. O trabalho também esteve calcado em pesquisas e entrevistas. Tudo para montar a arquitetura de episódios curiosos e hábitos marcantes da história de Natal como o primeiro bonde, a primeira banda de rock, o primeiro biquíni... E tudo superposto à contextualização histórica do período. “Nossa intenção foi produzir um livro leve, curioso e distinto em relação a outras publicações sobre Natal”, afirmou Fred Rossiter.
Fred e Carlos procuraram amigos distantes 40 anos e até colegas do jardim de infância para arquitetar tijolo a tijolo a montagem de fatos pioneiros da cidade, como a primeira exibição de filme em Natal; a mudança dos bondes puxados a burro aos bondes elétricos; as peripécias da juventude natalense nos anos 1920; a inauguração do Estádio Juvenal Lamartine e do Cais do Porto; a Natal de Djalma Maranhão e os estudantes do Atheneu; a infância e juventude dos autores na Cidade Alta e Petrópolis; os festivais de MPB em Natal; os embalos do ABC; e do surgimento da boate Hippie Drive-In, na então longínqua estrada de Ponta Negra. Tudo dividido em sete capítulos e recheado de crônicas e 400 fotografias raras.
No capítulo Natal Pop, os autores destacam a geração ‘paz e amor’, o primeiro biquíni na cidade... “Era quase um maiô”. Também a Sociedade Cultural Brasil - Estados Unidos (SCBEU), “o primeiro curso de inglês instalado em Natal. À época, os jovens se interessaram pela língua inglesa para entender a músicas dos Beatles. Corria o boato que os diretores da escola eram espiões do FBI em Natal”, lembra Fred. Ainda no capítulo, a primeira banda de rock de Natal, financiada por um irmão Marista: os The Shouters. O título foi influência direta do clássico Twist and Shout, interpretado pelo quarteto de Liverpool. Amiga dos integrantes da banda, a estudante Ivone Lira, “a primeira mulher a possuir uma guitarra em Natal. Hoje ela é dona do restaurante Talher”, segundo Fred.
“Voltamos também aos anos 60, tempo das tanajuras espetadas pelo rabo; dos ‘lacerdinhas’ nos pés de fícus que nos atazanavam os olhos; das séries do Cinema Rex, de Elvis Presley no Rio Grande. Tempo dos ‘aluizistas’, dos ‘dinartistas’, do Programa ‘De pé no chão também se aprende a ler’ e dos nossos maiores temores infantis: a viúva Machado e Maria ‘Mulamanca’”, relata o autor. E recomenda: “Quem conheceu Jerônimo o Herói do Sertão, o Cinema Poti, as tartarugas da Praça Pedro Velho, o Sebo de Cazuza, os bailes no ABC, as ‘Anastomoses’ no América, o ‘Seu Talão vale um Milhão’, a loja de discos de Helisom, os gibis e peladas de rua, a Rita Loura, certamente não deixarão de se emocionar”.
Dos Bondes ao Hippie Drive-In
Data e hora: Quinta-feira, às 19h
Onde: Clube de Engenharia – Rádio Amador (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
Quanto: R$ 40
Contatos: Fred Rossiter (fredrossiter@uol.com.br) ou 9401-4550.
Natal foi radiografada desde a sua época preto e branco, de cenários ainda mais provincianos, até o colorido psicodélico da década de 70. E nesse carrossel do tempo estão os primeiros bondinhos, o ensaio revolucionário com a Intentona Comunista de 1935, a invasão americana durante a 2ª Grande Guerra, até a fase pop-indignada do yeah, yeah, yeah, provocada pela beatlemania e toda uma mudança de comportamento juvenil, desafogada na geração paz e amor. Esse percurso de seis décadas foi transferido em palavras e fotografias no livro Dos Bondes ao Hippie Drive-In (Editora UFRN, 500 pág, R$ 40). O lançamento será às 19h desta quinta-feira, no Clube de Engenharia (Rádio Amador), no Tirol.
Os irmãos-autores – Carlos e Fred Rossiter – percorreram o período de 1915 até 1975 pelas vivências, recordações e registros documentais e fotográfico do pai João Sizenando Pereira Filho, que morreu com quase um século de vida. O resto partiu do mergulho nas lembranças adolescentes dos irmãos nas revolucionárias décadas de 60 e 70. O trabalho também esteve calcado em pesquisas e entrevistas. Tudo para montar a arquitetura de episódios curiosos e hábitos marcantes da história de Natal como o primeiro bonde, a primeira banda de rock, o primeiro biquíni... E tudo superposto à contextualização histórica do período. “Nossa intenção foi produzir um livro leve, curioso e distinto em relação a outras publicações sobre Natal”, afirmou Fred Rossiter.
Fred e Carlos procuraram amigos distantes 40 anos e até colegas do jardim de infância para arquitetar tijolo a tijolo a montagem de fatos pioneiros da cidade, como a primeira exibição de filme em Natal; a mudança dos bondes puxados a burro aos bondes elétricos; as peripécias da juventude natalense nos anos 1920; a inauguração do Estádio Juvenal Lamartine e do Cais do Porto; a Natal de Djalma Maranhão e os estudantes do Atheneu; a infância e juventude dos autores na Cidade Alta e Petrópolis; os festivais de MPB em Natal; os embalos do ABC; e do surgimento da boate Hippie Drive-In, na então longínqua estrada de Ponta Negra. Tudo dividido em sete capítulos e recheado de crônicas e 400 fotografias raras.
No capítulo Natal Pop, os autores destacam a geração ‘paz e amor’, o primeiro biquíni na cidade... “Era quase um maiô”. Também a Sociedade Cultural Brasil - Estados Unidos (SCBEU), “o primeiro curso de inglês instalado em Natal. À época, os jovens se interessaram pela língua inglesa para entender a músicas dos Beatles. Corria o boato que os diretores da escola eram espiões do FBI em Natal”, lembra Fred. Ainda no capítulo, a primeira banda de rock de Natal, financiada por um irmão Marista: os The Shouters. O título foi influência direta do clássico Twist and Shout, interpretado pelo quarteto de Liverpool. Amiga dos integrantes da banda, a estudante Ivone Lira, “a primeira mulher a possuir uma guitarra em Natal. Hoje ela é dona do restaurante Talher”, segundo Fred.
“Voltamos também aos anos 60, tempo das tanajuras espetadas pelo rabo; dos ‘lacerdinhas’ nos pés de fícus que nos atazanavam os olhos; das séries do Cinema Rex, de Elvis Presley no Rio Grande. Tempo dos ‘aluizistas’, dos ‘dinartistas’, do Programa ‘De pé no chão também se aprende a ler’ e dos nossos maiores temores infantis: a viúva Machado e Maria ‘Mulamanca’”, relata o autor. E recomenda: “Quem conheceu Jerônimo o Herói do Sertão, o Cinema Poti, as tartarugas da Praça Pedro Velho, o Sebo de Cazuza, os bailes no ABC, as ‘Anastomoses’ no América, o ‘Seu Talão vale um Milhão’, a loja de discos de Helisom, os gibis e peladas de rua, a Rita Loura, certamente não deixarão de se emocionar”.
Dos Bondes ao Hippie Drive-In
Data e hora: Quinta-feira, às 19h
Onde: Clube de Engenharia – Rádio Amador (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
Quanto: R$ 40
Contatos: Fred Rossiter (fredrossiter@uol.com.br) ou 9401-4550.
Rei Roberto na voz de Claudianna Antunes
A cantora e compositora Claudianna Antunes apresenta amanhã às 20h, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel o show Claudianna Canta Roberto Carlos. No repertório, escolhido por ela, canções que fizeram história na voz do Rei, como As Curvas da Estrada de Santos, Negro Gato, Detalhes e Preciso Saber Viver. Claudianna será acompanhada pelos músicos Arthur Varela (guitarra), Sérgio Mendonça (baixo), Edinho Estevam (teclado) e Isaac Costa (bateria).
”Sempre gostei do Roberto, mas só em 2007 inclui suas músicas em meu repertório. Ele canta o amor, a paz e Deus e isso me faz ficar próximo dele”, diz a cantora, que iniciou sua carreira em 1986, na TVU. Claudianna também participou do Projeto Seis e Meia, no Teatro Alberto Maranhão, e fez temporadas na Paraíba, onde teve uma composição executada em duas rádios. Nos anos de 2005 e 2006 ganhou dois troféus como destaque no projeto cultural da Assembléia Legislativa do RN.
REPERTÓRIO DO SHOW
01- Nossa canção
02- As curvas da estrada de Santos
03- É preciso saber viver
04- Eu te amo
05- As canções que você fez pra mim
06- Amor perfeito
07- Ninguém vai tirar você de mim
08- E não vou deixar você tão só
09- A guerra dos meninos
10- O quintal do vizinho
11- Não vou ficar
12- Como é grande o meu amor por você
13- Negro gato
14- Detalhes
15- Se você pensa
”Sempre gostei do Roberto, mas só em 2007 inclui suas músicas em meu repertório. Ele canta o amor, a paz e Deus e isso me faz ficar próximo dele”, diz a cantora, que iniciou sua carreira em 1986, na TVU. Claudianna também participou do Projeto Seis e Meia, no Teatro Alberto Maranhão, e fez temporadas na Paraíba, onde teve uma composição executada em duas rádios. Nos anos de 2005 e 2006 ganhou dois troféus como destaque no projeto cultural da Assembléia Legislativa do RN.
REPERTÓRIO DO SHOW
01- Nossa canção
02- As curvas da estrada de Santos
03- É preciso saber viver
04- Eu te amo
05- As canções que você fez pra mim
06- Amor perfeito
07- Ninguém vai tirar você de mim
08- E não vou deixar você tão só
09- A guerra dos meninos
10- O quintal do vizinho
11- Não vou ficar
12- Como é grande o meu amor por você
13- Negro gato
14- Detalhes
15- Se você pensa
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Tuitando com Rafinha Bastos
rafinhabastos: O apocalipse chegou e só Madonna será salva. Só ela tem Jesus e luz.
Pela Cidade
O Show intitulado Pela Cidade marcará a estreia do Trio Três da Matina nos palcos natalenses. São três jovens músicos que pretendem oferecer ao público a oportunidade de apreciar uma abordagem de câmara para a música popular potiguar. O Trio Três da Matina é formado por Caio Padilha no violão e voz, Hugo Shin no oboé, voz e escaleta, Igo Rodrigues no violão e guitarra semi-acústica. O show acontece amanhã e quinta-feira.
O repertório do show tenta intercalar os diversos ritmos brasileiros com uma leve abordagem erudita proporcionada principalmente pelo oboé e pelo tipo de execução violonística. Desta vez o show será apreciado na Casa da Ribeira através do projeto Cena Aberta com o valor popular e único de R$ 5.
O Projeto Cena Aberta foi idealizado para dar acesso democrático aos públicos da cidade às apresentações ou eventos de música, dança e teatro em parceria com artistas do Estado. O projeto é um estímulo às apresentações de shows, espetáculos, workshops e seminários e faz parte das iniciativas para o Desenvolvimento Humano da Casa da Ribeira educação & cultura. Esse projeto é realizado graças ao patrocínio da COSERN e do Governo do Estado do RN através da Lei Câmara Cascudo de incentivo à cultura.
Show Pela Cidade
Onde: Casa da Ribeira educação & cultura
Data e hora: Quarta e quinta-feira, às 20h
Quanto: R$ 5 (preço único)
Informações: www.casadaribeira.com.br e 3211.7710
O repertório do show tenta intercalar os diversos ritmos brasileiros com uma leve abordagem erudita proporcionada principalmente pelo oboé e pelo tipo de execução violonística. Desta vez o show será apreciado na Casa da Ribeira através do projeto Cena Aberta com o valor popular e único de R$ 5.
O Projeto Cena Aberta foi idealizado para dar acesso democrático aos públicos da cidade às apresentações ou eventos de música, dança e teatro em parceria com artistas do Estado. O projeto é um estímulo às apresentações de shows, espetáculos, workshops e seminários e faz parte das iniciativas para o Desenvolvimento Humano da Casa da Ribeira educação & cultura. Esse projeto é realizado graças ao patrocínio da COSERN e do Governo do Estado do RN através da Lei Câmara Cascudo de incentivo à cultura.
Show Pela Cidade
Onde: Casa da Ribeira educação & cultura
Data e hora: Quarta e quinta-feira, às 20h
Quanto: R$ 5 (preço único)
Informações: www.casadaribeira.com.br e 3211.7710
Atração cancelada
O Bar e Petiscaria Seis em Ponto cancelou hoje o show com os cantores da banda cearense Forró do Muído, anteriormente anunciado pelos promotores do evento para esta quarta-feira. Em acordo com os organizadores da festa e em atenção aos moradores próximos ao estabelecimento, a atração foi suspensa e todos agora podem beber e comer em paz. O bom gosto agradece.
Euclidianos e Conselheiristas

O livro "Euclidianos e Conselheiristas: um quarteto de notáveis" (Editora Terceiro Nome, R$ 29) será lançado hoje em São Paulo e registra o debate, realizado em 1986, entre notáveis da cultura brasileira sobre a vida e a obra de Euclides da Cunha - autor do monumental Os sertões. Com trajetórias tão distintas quanto brilhantes, Antonio Houaiss, Franklin de Oliveira, José Calasans e Oswaldo Galotti oferecem aos leitores suas contribuições de inestimável valor aos estudos do grande escritor brasileiro. “Todos eles euclidianos eméritos, de dedicação de vida inteira, defendiam posições no mínimo dessemelhantes, quando não opostas”, explica Walnice Nogueira Galvão, coordenadora do encontro que também contou com a participação de José Carlos Garbuglio e Valentim Facioli.
Desse confronto de ideias nascem afirmações memoráveis: “Quem lê Euclides da Cunha, desde o primeiro momento vê que há dois Brasis: um inclemente, e outro vítima das inclemências”, afirma Antonio Houaiss. Para Franklin de Oliveira, Euclides “compõe Os sertões como um compositor comporia uma sinfonia. Não há coisa fora do lugar. Até aquilo que parece repetição, não é: cumpre uma função artística”. José Calasans vê Antônio Conselheiro como “vítima das contradições do Euclides: o Conselheiro fica preso no que eu chamo ‘a gaiola de ouro de Os sertões’”. Já Oswaldo Galotti ressalta um aspecto da construção da obra: “A linguagem, para Euclides, era a conscientização da realidade. [...] Por isso é que nós dissemos, no início, que Euclides tinha uma determinada genialidade”.
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